sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Adeus, internet

Aos poucos estou descobrindo que tenho alguma espécie de atração paradoxal por coisas que não necessariamente gosto. No ensino médio, sofri três anos nas mãos do professor de geografia Jairo Engster, mas por outro lado, gabaritei a disciplina em todos vestibulares que fiz. Sempre pedia para que meus pais pagassem um curso de informática para mim e a resposta do meu pai era: "se quiser estudar, faça um curso de torneiro mecânico". Nunca simpatizei com a ideia, até que me dei conta que fui o terceiro melhor torneiro de Santa Catarina na Olimpíada do Conhecimento do Senai/SC.

Hoje, descobri que a minha experiência com a internet está repetindo esse envolvimento paradoxal. Minha vida é completamente online. Não desconecto nunca. Mas ao mesmo tempo que gosto (e preciso, já que é um vício), tenho vontade de me enforcar num pé de cebola cada vez que vejo as atualizações dos amigos, principalmente, do Facebook.

A internet me possibilita inúmeras experiências. Muito do que sei, absorvi pela web. Minha primeira pesquisa acadêmica foi sobre internet. Mas, sinceramente, tenho vontade de voltar a viver no off-line às vezes. Ou então desistir de qualquer ideal. Cada dia está mais difícil tolerar a presença de algumas opiniões ao meu redor. Ao ponto de desacreditar por total no ser humano. Pela internet podemos ver que já chegamos no fundo do poço, e estamos cavando mais para baixo ainda.

Então, se algum dia eu parar de viver conectado a aparelhos, saibam que foi intencional. Quando me encontrarem, estarei, provavelmente, tocando violão acompanhando uma revistinha com cifras erradas.



Para dar uma animada, uma musiquitcha.


"Who controls the past now controls the future
Who controls the present now controls the past
Who controls the past now controls the future
Who controls the present now?"

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