O Egito pode ser aqui
O Brasil volta a viver um período de intransigência política. Seja na esfera municipal, estadual ou federal. Joinville é governada por um Prefeito do Partido dos Trabalhadores, mas que se nega a conversar com os funcionários públicos municipais. No estado, o governador Raimundo Colombo (DEM) faz o que já era esperado: ignora as reivindicações dos servidores. Para piorar, tenta dar um golpe na categoria dizendo que vai atender a lei nacional do piso para o magistério, mas de forma que só acaba com o plano de carreira dos servidores.
O golpe do governo federal começa com a tentativa de implantação do novo código florestal, impulsionado pelo senador, e ex-governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Há alguns anos, LHS já havia tentado flexibilizar as regras para ocupação agrícola, e agora tenta fazer isso em nível nacional.
A declaração feita ontem (30/05/2011) pelo presidente do senado, José Sarney (PT) foi um atentado à democracia e história brasileira. Após inauguração do “Túnel do Tempo” do senado, o senador explica porque o Impeachment de Fernando Collor de Melo foi deixado de fora. “Acredito que esse episódio seja apenas um acidente e não deveria ter acontecido na história do Brasil. Mas não é tão marcante como foram os fatos aqui contados.”
Agora na voz da Rede Globo:
Minha conclusão: o senhor José Sarney deve viver em outro país.
O vídeo a seguir fala por si só.
Quem é o Sarney pra desmentir o Sérgio Chapelin dizendo que o Impeachment mudou a história do Brasil?
Os partidos que têm sua base no trabalhador e na juventude precisam acordar para esse momento histórico. Depois de 20 anos de calmaria, as lideranças políticas do país estão “cutucando onça com vara curta”. E os movimentos sociais estão dando corda para que se enforquem. Em Joinville, os servidores, através de seu sindicato, já começaram puxar a corda da forca do Carlito Merss. Esse é um processo que tende a se repetir cada vez com mais frequência.
Obs.: Escolhi por usar vídeos do Jornal Nacional apenas pela dita "credibilidade" do padrão Globo de jornalismo, não que eu faça questão de exaltar a posição editorial do JN.
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