terça-feira, 31 de maio de 2011

O Egito pode ser aqui

O Brasil volta a viver um período de intransigência política. Seja na esfera municipal, estadual ou federal. Joinville é governada por um Prefeito do Partido dos Trabalhadores, mas que se nega a conversar com os funcionários públicos municipais. No estado, o governador Raimundo Colombo (DEM) faz o que já era esperado: ignora as reivindicações dos servidores. Para piorar, tenta dar um golpe na categoria dizendo que vai atender a lei nacional do piso para o magistério, mas de forma que só acaba com o plano de carreira dos servidores.

O golpe do governo federal começa com a tentativa de implantação do novo código florestal, impulsionado pelo senador, e ex-governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Há alguns anos, LHS já havia tentado flexibilizar as regras para ocupação agrícola, e agora tenta fazer isso em nível nacional.

A declaração feita ontem (30/05/2011) pelo presidente do senado, José Sarney (PT) foi um atentado à democracia e história brasileira. Após inauguração do “Túnel do Tempo” do senado, o senador explica porque o Impeachment de Fernando Collor de Melo foi deixado de fora. “Acredito que esse episódio seja apenas um acidente e não deveria ter acontecido na história do Brasil. Mas não é tão marcante como foram os fatos aqui contados.”

Agora na voz da Rede Globo:


Minha conclusão: o senhor José Sarney deve viver em outro país.


O vídeo a seguir fala por si só.


Quem é o Sarney pra desmentir o Sérgio Chapelin dizendo que o Impeachment mudou a história do Brasil?


Os partidos que têm sua base no trabalhador e na juventude precisam acordar para esse momento histórico. Depois de 20 anos de calmaria, as lideranças políticas do país estão “cutucando onça com vara curta”. E os movimentos sociais estão dando corda para que se enforquem. Em Joinville, os servidores, através de seu sindicato, já começaram puxar a corda da forca do Carlito Merss. Esse é um processo que tende a se repetir cada vez com mais frequência.




Obs.: Escolhi por usar vídeos do Jornal Nacional apenas pela dita "credibilidade" do padrão Globo de jornalismo, não que eu faça questão de exaltar a posição editorial do JN.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reinauguração do Blog

Artigo:
Pobres miseráveis! Matem todos!

Uma discussão em sala de aula, na disciplina de Ética e Comunicação, fez-me perceber que nossa sociedade ainda é rodeada de pensamentos com raízes na idade média. Até pouco tempo acreditava que os resquícios da inquisição estavam apenas nas pessoas que acreditam que a pena de morte é a solução para criminalidade. O que soa inaceitável pra mim, é o fato de pensamentos assim virem de pessoas que cursam o ensino superior, mais especificamente num curso de humanas.

Eis a discussão: pobres miseráveis que não têm o que comer, mas têm linha de telefone em “casa”. Claro, é uma incoerência violenta. Solução? Matar todos? Infelizmente há quem pense nisso. Não foi a afirmação da fatídica aula, mas deve ter passado de leve nas cabecinhas mais reacionárias da sala. A questão que precisa ser respondida é muito simples: essas pessoas pobres não têm direito a ter um telefone? E respondo: têm todo o direito. Mais do que muitos, inclusive.

Entendo a crítica de que falta um direcionamento consciente do uso do pouco recurso que essas famílias possuem. Mas afirmo: o problema não está nas pessoas. Nem nas pessoas que pensam que o problema é as pessoas.

Vivemos em uma sociedade discriminatória, onde um mero acessório de fim estético significa uma reclassificação da hierarquia social. As empresas amparadas pelos meios de comunicação pulverizam a propaganda do consumo. CONSUMAM! Antes de pensar no seu bem-estar, CONSUMAM! Cada centavo gasto é combustível para manutenção do funcionamento da engrenagem da economia capitalista do consumo.

Por isso, o sistema econômico da nossa sociedade é responsável por absurdos como esse, cometidos por famílias sem instrução. Quando mais miserável é a pessoa, mais sujeita está a fatores mercadológicos.

Cabe a nós, comunicadores sociais, reverter esse quadro, e não continuar achando que o problema está em quem ganha R$100,00 por mês e tem um celular. Os veículos de comunicação têm um potencial de transformação social gigante, mas que é deixado de lado. Ainda há tempo para mudar essa situação.

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