Por que participar de instâncias representativas?
Hoje, veio oficialmente à tona a informação que os estudantes do Bom Jesus/Ielusc poderão ser representados em duas instâncias: a câmara de ensino superior e da comissão de revisão da grade curricular do curso. Sei que alguns leitores desse blog não têm a menor noção do que diabos é essa instituição que estudo simplesmente por não serem de Joinville. Pois bem, vou tentar fazer uma explicação genérica e aplicável para outras situações.
Poder participar de uma câmara de ensino superior não é nenhuma dádiva. Muito menos o caminho mais perto para se chegar a alguma conquista para os estudantes. A organização das bases ainda é o caminha mais eficaz. Acho que essa instância não é prioridade alguma. E explico.
No caso do Bom Jesus/Ielusc, esse grupo é composto pelos coordenadores de cada curso, coordenadores de setores da instituição, direção geral e agora um estante (talvez seja um por curso). A câmara de ensino superior é uma instância deliberativa. Coisas importantes são encaminhadas lá. É o caso de decidir se um curso será oferecido novamente ou não. Agora me digam, qual a diferença faz se um estudante estiver no meio? Vai mudar o resultado de alguma possível votação? Não. Os estudantes sempre serão minoria. Algum funcionário até pode ser contra a direção, mas dificilmente será, pois zela por seu emprego.
Anunciar aos quatro cantos a participação dos estudantes nesse grupo só me parece uma coisa: propaganda. Por todos os lados, diga-se de passagem. A nova direção (no caso do Ielusc) que quer se mostrar mais flexível e disposta a dialogar. E o movimento estudantil que quer mostrar que está fazendo alguma coisa.
Não sou tão pessimista assim com a representatividade. Acredito que há casos onde mesmo sendo a minoria, seja importante permanecer participando. Um exemplo prático: a Esquerda Marxista do PT. Muitas pessoas criticam que essa ala do partido continue dentro dele, mas só estando lá dentro é que será possível buscar um retorno do partido às origens.
Mas voltando ao tema inicial (a notícia da participação nas instâncias), o que mais me chamou a atenção foi que essa notícia veio através do coordenador do curso de jornalismo. Existe um Diretório Central dos Estudantes (DCE) e um Diretório Acadêmico de Comunicação Social (DACS), mas que nem em suas redes sociais (leia-se blogs) divulgou a notícia, muito menos começar a organizar a “escolha” dos representantes nessas instâncias.
Contudo, a críticas às entidades ditas representativas rende uma postagem exclusiva que deixo para outra hora. Por enquanto é isso.




3 mil comentários:
Tentando fazer o segundo comentário...
Bom, concordo com a sua posição sobre a atual situação da representatividade no Ielusc... Acho tb que a situação não vai mudar tão cedo, pois a pressão da direção sobre os funcionários para defender os seus interesses nunca vai mudar. Cabe a nós esperar que um certo bom senso da direção de ensino ajude a melhorar a situação!
Cobramos a escolha de representantes de classe três vezes. Ressaltei isso fortemente na assembleia. Lembra? O coordenador também fez isso algumas vezes.
Mas não quero defender aqui o Dacs. Realmente, não cumprimos o nosso papel. A correção diz respeito apenas a essa crítica, que não procede.
Outra coisa. Tem coisas nessa grade nova aí, a que vocês fazem, que é resultado da argumentação minha e do Tiago Santos, que brigamos muitos nas reuniões com os coordenadores e diretores. Pode ser por isso que a grade é uma bosta. Mas, dizer que não tem influência, também não é correto. Pq teve no passado.
Abs
Sobre a revisão da grade, acho que esse é um espaço onde os estudantes são bem vindos e ouvidos.
Acho que está havendo um conflito de informações. Refiro-me ao que foi informado na última reunião do colegiado que os estudantes teriam essas novas vagas. Desde a reunião que aconteceu dia 8 de outubro, ninguém veio falar nada. Pelo menos não quando eu estivesse em sala ;P
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